Nottingham Forest e Tottenham ficam no 0 a 0 em jogo de poucas ideias e muita imprecisão
Tottenham fica no 0 a 0 com o Nottingham Forest no City Ground e chega ao primeiro ponto na Premier League, mas continua sem marcar após três rodadas. Com 59% de posse e 12 finalizações, os Spurs não acertaram nenhuma no alvo. O Forest também teve 12 chutes e chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol de Neco Williams foi anulado pelo VAR por toque de mão.
Nottingham Forest 0 x 0 Tottenham: Spurs seguem sem marcar, e empate expõe a falta de criação no City Ground
O Tottenham chegou ao City Ground pressionado por duas derrotas nas duas primeiras rodadas e com uma estatística incômoda: ainda sem marcar na Premier League. Saiu de Nottingham com seu primeiro ponto na temporada, mas também com o mesmo problema que o acompanhava antes do apito inicial. O 0 a 0 diante do Nottingham Forest não resolveu a questão ofensiva dos Spurs — apenas evitou que a crise ganhasse uma dimensão ainda maior.
O Forest, por sua vez, também teve motivos para lamentar. Criou as melhores oportunidades em determinados momentos, chegou a colocar a bola dentro do gol no segundo tempo, mas viu o lance ser anulado após intervenção do VAR por toque de mão de Neco Williams.
No fim, as duas equipes terminaram com 12 finalizações, mas apenas o Forest conseguiu acertar o alvo — duas vezes, contra nenhuma do Tottenham.
Primeiro tempo
O Tottenham começou tentando assumir o controle territorial da partida. Aos 12 minutos, os Spurs tinham 65% de posse de bola, enquanto o Forest procurava atacar principalmente quando conseguia acelerar pelos lados.
Apesar do domínio com a bola, faltava profundidade ao time de Roberto De Zerbi. O Tottenham tinha dificuldade para transformar a posse em situações realmente perigosas, enquanto o Forest encontrava espaços quando conseguia superar a primeira linha de pressão.
Aos 16 minutos, porém, os visitantes tiveram uma das melhores oportunidades da etapa. Pedro Porro encontrou Omar Marmoush com um excelente lançamento, colocando o atacante em condição de enfrentar a defesa. Marmoush ganhou a disputa física, ficou de frente para o goleiro, mas finalizou para fora.
O Forest respondeu aos 30 minutos. A equipe avançou pelo lado esquerdo, colocou a bola na área e, depois do corte parcial da defesa, Jair Paula apareceu na entrada da área para finalizar. A bola passou perto, mas subiu demais.
O melhor momento da equipe de Nottingham aconteceu aos 42 minutos. Liam Delap encontrou Morgan Gibbs-White em uma jogada rápida, e o meia apareceu de frente para Antonín Kinsky. A finalização exigiu uma grande defesa do goleiro do Tottenham. O bandeira, entretanto, havia assinalado impedimento no lance — uma decisão bastante ajustada.
Aos poucos, o Forest conseguiu equilibrar uma partida na qual o Tottenham tinha mais posse, mas pouca ameaça.
No intervalo, os Spurs tinham 60% de posse de bola e quatro finalizações, nenhuma no alvo. O Forest havia finalizado sete vezes e acertado o gol uma vez.
O placar, portanto, refletia mais a falta de eficiência das duas equipes do que necessariamente a ausência de oportunidades.
Segundo tempo
A segunda etapa começou sem uma mudança radical no roteiro. O Tottenham continuava com mais bola, mas encontrava dificuldades para entrar na área do Forest. Os donos da casa, por outro lado, pareciam mais confortáveis quando conseguiam acelerar a partida.
E aos 65 minutos veio o lance que poderia ter mudado completamente a história do jogo.
Gibbs-White recebeu passe de James McAtee e tentou encobrir Kinsky. A bola perdeu velocidade e caminhou lentamente em direção ao gol. Sandro Tonali apareceu sobre a linha para tentar afastar, mas a bola acabou encontrando Neco Williams, que completou para dentro.
O City Ground explodiu.
O Forest havia aberto o placar.
Mas a comemoração durou pouco.
O VAR revisou o lance e identificou toque de mão de Neco Williams. O gol foi anulado e o placar voltou ao 0 a 0. A decisão foi um dos momentos mais relevantes da partida, mas o toque de mão foi determinante para invalidar o gol.
A partir daí, o jogo perdeu ainda mais intensidade.
As duas equipes chegaram aos minutos finais tentando encontrar o gol, mas a qualidade das decisões no último terço não acompanhava a vontade de atacar. O Tottenham, principalmente, continuava tendo problemas para transformar posse em finalizações perigosas.
Aos 86 minutos, Gibbs-White recebeu espaço para finalizar depois de uma boa movimentação do Forest, mas a defesa dos Spurs apareceu a tempo para bloquear o chute.
Um minuto depois, finalmente o Tottenham criou uma situação perigosa. Mateus Fernandes ajeitou para Mohammed Kudus, que encontrou espaço pelo lado direito e cruzou na área. Dominic Solanke subiu para cabecear, mas mandou por cima do travessão.
Foi praticamente a última grande ameaça dos visitantes.
O apito final confirmou o 0 a 0 no City Ground.
O que fica
O empate deixa uma sensação diferente para cada lado.
Para o Tottenham, o ponto é importante principalmente porque interrompe a sequência de duas derrotas no início da campanha. Mas não há como esconder o problema: os Spurs continuam sem marcar na Premier League na temporada 2026/27. Depois de perder para Brentford e Newcastle, a equipe finalmente pontuou, mas passou novamente em branco.
E os números ajudam a explicar a dificuldade. O Tottenham terminou a partida com 59% de posse de bola, mas teve 12 finalizações e nenhuma no alvo. Ter a bola, portanto, não significou controlar o jogo de verdade. Faltou aceleração, infiltração e, principalmente, precisão no último terço.
Para Roberto De Zerbi, esse é provavelmente o maior ponto de atenção. Uma equipe pode dominar a posse e ainda assim não produzir o suficiente. O Tottenham teve a bola, mas não conseguiu transformar seu domínio territorial em volume ofensivo capaz de ameaçar Matz Sels.
O Nottingham Forest, por outro lado, pode olhar para o empate com um pouco mais de frustração. A equipe teve momentos de superioridade, criou boas oportunidades e chegou a marcar, mas o gol anulado impediu que o esforço fosse convertido em três pontos.
O resultado leva o Forest aos dois pontos em três rodadas, enquanto o Tottenham chega ao seu primeiro ponto, mas continua sem vencer e sem balançar as redes na competição.
No fim, o 0 a 0 foi um resultado que premiou mais a falta de eficiência do que a qualidade ofensiva. O Forest teve as melhores chances em alguns momentos, o Tottenham teve mais posse, mas nenhum dos dois encontrou a jogada capaz de decidir a partida.
Para o Forest, fica a sensação de uma oportunidade perdida em casa. Para o Tottenham, fica uma preocupação maior: o primeiro ponto chegou, mas o primeiro gol continua desaparecido.
