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Notícia / News

Arsenal fura a retranca de Allegri, vence o Napoli e estreia com três pontos na Champions

O Arsenal venceu o Napoli por 1 a 0 no Diego Armando Maradona e começou sua campanha na Champions League com três pontos fora de casa. Após esbarrar durante boa parte do jogo no bloco baixo montado por Allegri, os Gunners encontraram o gol aos 74 minutos, com Ødegaard, e ainda tiveram chances para ampliar. O Napoli reagiu nos minutos finais, mas não conseguiu evitar a derrota em casa.

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Arsenal fura a retranca de Allegri, vence o Napoli e estreia com três pontos na Champions

Napoli 0 x 1 Arsenal: Ødegaard decide, e Gunners furam a retranca de Allegri em estreia na Champions

O Arsenal começou sua campanha na Champions League com uma vitória importante fora de casa. Nesta quarta-feira, 9 de setembro, os Gunners venceram o Napoli por 1 a 0 no Stadio Diego Armando Maradona, em Nápoles, pela primeira rodada da fase de liga da competição. Martin Ødegaard, aos 75 minutos, marcou o gol que decidiu uma partida em que a equipe de Mikel Arteta teve o controle territorial e criou as melhores oportunidades, mas precisou insistir até encontrar a brecha diante de um Napoli cada vez mais recuado.

Arteta promoveu mudanças em relação à vitória sobre o Chelsea pela Premier League: Piero Hincapié, Mikel Merino, Eberechi Eze e Viktor Gyökeres começaram entre os titulares. Do outro lado, Massimiliano Allegri apostou em um Napoli disposto a esperar e acelerar nos contra-ataques, com Kevin De Bruyne como principal referência criativa.


Primeiro tempo

O Arsenal começou ocupando o campo de ataque, mas encontrou desde os primeiros minutos um Napoli compacto, preparado para fechar os espaços próximos à área e explorar as transições. Aos 12 minutos, Gyökeres encontrou Saka com um cruzamento de trivela, e o atacante inglês tentou uma puxeta que obrigou Alex Meret a fazer uma boa defesa.

O Napoli respondeu dois minutos depois. Em uma saída rápida, De Bruyne conduziu pelo meio e finalizou após a transição italiana. David Raya não segurou a bola na primeira intervenção, mas a defesa do Arsenal apareceu para afastar o perigo. Era o desenho que se repetiria durante boa parte da partida: Arsenal com a bola, Napoli esperando a oportunidade para atacar o espaço.

Aos 21 minutos, os Gunners construíram uma de suas melhores jogadas do primeiro tempo. O ataque começou pelo lado esquerdo, a bola chegou à área e Eze ajeitou para o meio. Merino apareceu de cabeça e exigiu uma excelente defesa de Meret, que espalmou para escanteio.

Aos 25 minutos, o equilíbrio ainda aparecia nos números de posse — 51% para o Arsenal contra 49% do Napoli —, mas a diferença estava na iniciativa. Os ingleses já haviam finalizado seis vezes, com três chutes no alvo, enquanto os italianos tinham três finalizações, duas delas em direção à meta.

O Napoli, porém, não estava completamente dominado. A equipe de Allegri encontrava espaços quando conseguia superar a primeira pressão do Arsenal, e De Bruyne continuava sendo uma ameaça sempre que recebia liberdade para conduzir.

Nos minutos finais, o Arsenal voltou a instalar-se diante da área italiana. Aos 42, a equipe circulou a bola pacientemente, procurando uma brecha contra um Napoli cada vez mais baixo. Faltava, porém, acelerar a jogada no momento certo.

Aos 44, ela apareceu.

Ødegaard encontrou Saka com um belo passe rasteiro, e o atacante recebeu com espaço para avançar. A oportunidade era enorme, mas Saka exagerou na força e mandou a bola por cima. Uma chance que, em uma partida tão amarrada, poderia fazer muita falta.

Já aos 45, em uma bola parada, Ben White encontrou Hincapié dentro da área. O zagueiro finalizou sem força e Meret defendeu.

O Arsenal terminou o primeiro tempo com 53% de posse de bola e 13 finalizações sendo três no alvo, enquanto o Napoli teve 47% de posse, quatro chutes e três deles em direção ao gol. O placar permanecia zerado, mas o Arsenal deixava a sensação de que o gol estava mais próximo.


Segundo tempo

O Napoli voltou para a segunda etapa com uma mudança forçada. Meret sentiu um problema físico e deu lugar a Vanja Milinković-Savić, que assumiu a meta italiana.

O padrão, entretanto, não mudou.

Aos 49 minutos, Ødegaard encontrou Ben White em uma infiltração pelo espaço. O lateral cruzou de cabeça para o outro lado da área, onde Hincapié apareceu, mas não conseguiu dominar. A bola bateu no defensor e saiu.

O Arsenal seguia rondando a área do Napoli, enquanto os donos da casa recuavam cada vez mais. Aos 60 minutos, os Gunners praticamente acampavam no último terço, trocando passes de um lado para o outro em busca de uma abertura. O Napoli, por sua vez, encontrava cada vez menos caminhos para sair jogando e recorria às ligações diretas.

Allegri percebeu o problema e reforçou ainda mais a estrutura defensiva. O Napoli passou a defender praticamente com uma linha de cinco, transformando o jogo em um exercício de resistência.

Arteta também mexeu. Bruno Guimarães e Christos Tzolis entraram para aumentar a capacidade de circulação e criação do Arsenal. E seria justamente Tzolis quem participaria do momento decisivo da partida.

Aos 74 minutos, o Arsenal já tocava a bola praticamente dentro da área italiana. Bruno Guimarães encontrou Ben White, que acionou Ødegaard. O capitão tabelou com Tzolis e recebeu de volta na entrada da área.

Então veio a decisão.

Ødegaard bateu de primeira, a bola tocou na trave e morreu dentro do gol. 1 a 0 Arsenal.

O Arsenal finalmente encontrava a brecha que procurava desde o início — e, mais uma vez, seu capitão aparecia para decidir.

O gol obrigou o Napoli a abandonar a postura extremamente defensiva. E o Arsenal teve a oportunidade de matar a partida.

Aos 84 minutos, um contra-ataque parecia definitivo. Madueke recebeu de Havertz e ficou em situação de dois contra um. O atacante saiu cara a cara com Milinković-Savić, mas o goleiro sérvio venceu o duelo. No rebote, Tzolis finalizou de primeira, mas a defesa italiana conseguiu bloquear.

O Napoli finalmente encontrou um pouco mais de espaço nos minutos finais. Aos 88, De Bruyne recebeu dentro da área e cruzou rasteiro para o meio, mas ninguém apareceu para completar a jogada. Foi uma das melhores oportunidades italianas para buscar o empate.

Nos acréscimos, o Arsenal ainda voltou a ameaçar. Ødegaard encontrou Tzolis, que cortou para dentro e finalizou. Milinković-Savić fez outra excelente defesa. No rebote, Havertz colocou a bola para dentro, mas estava impedido — e sequer comemorou.

O apito final confirmou a vitória do Arsenal por 1 a 0, com Ødegaard como autor do único gol da noite.

Martin Ødegaard Man of the Match — 6 passes chaves, 2 grandes chances criadas e 1 gol marcado. — Sofascore Rating: 9.0


O que fica

O Arsenal não fez uma partida perfeita, mas fez algo que grandes equipes precisam saber fazer na Champions: transformou domínio territorial em três pontos fora de casa.

A equipe de Arteta teve paciência diante de um Napoli que passou longos períodos defendendo em bloco baixo. Nem sempre encontrou velocidade suficiente para desmontar a estrutura italiana, e desperdiçou oportunidades que poderiam ter tornado o resultado mais confortável. Saka teve uma chance clara, Merino obrigou Meret a uma grande defesa e Madueke também poderia ter encerrado a partida antes dos minutos finais.

Mas o Arsenal não perdeu o controle do jogo.

A vitória também reforça a importância de Ødegaard no projeto de Arteta. Quando a partida pedia alguém capaz de transformar circulação em decisão, o capitão apareceu na entrada da área e produziu o lance que definiu o confronto.

Para o Napoli, a derrota expõe justamente o outro lado da história. Allegri conseguiu manter o Arsenal longe do gol durante quase 75 minutos, mas sua equipe passou tempo demais defendendo e teve pouca capacidade para transformar os contra-ataques em ameaças consistentes. De Bruyne mostrou lampejos, mas o Napoli não conseguiu sustentar a saída ofensiva quando o Arsenal aumentou a pressão.

No fim, a retranca italiana resistiu por quase toda a noite. Quase.

O Arsenal volta para a Inglaterra com três pontos, uma vitória de peso fora de casa e a sensação de que, mesmo quando não joga no seu melhor nível, continua encontrando maneiras de vencer. Para uma competição como a Champions League, isso pode ser tão importante quanto qualquer goleada.