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Notícia / News

Manchester City vence o United com um a menos e mantém 100% de aproveitamento na Premier League

O Manchester City venceu o Manchester United por 1 a 0 em Old Trafford, mesmo atuando com um jogador a menos desde os 23 minutos, após a expulsão de Phil Foden. Haaland marcou o gol da vitória no segundo tempo, enquanto Donnarumma foi decisivo para segurar a pressão dos Red Devils nos minutos finais. O resultado mantém o City com 100% de aproveitamento após quatro rodadas e expõe a dificuldade do United para aproveitar a vantagem numérica.

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Manchester City vence o United com um a menos e mantém 100% de aproveitamento na Premier League

Manchester United 0 x 1 Manchester City: City vence com um a menos, e Haaland castiga um United incapaz de aproveitar a vantagem

O Manchester City venceu o Manchester United por 1 a 0 neste domingo, 13 de setembro, no Old Trafford, pela quarta rodada da Premier League. Em um clássico marcado pela expulsão de Phil Foden aos 23 minutos, o time de Enzo Maresca precisou jogar por mais de uma hora com dez jogadores — e, ainda assim, encontrou forças para controlar o jogo, marcar com Erling Haaland e sair de Old Trafford com uma vitória de enorme peso.

O resultado mantém o City com 100% de aproveitamento na Premier League ao lado do Arsenal, enquanto o Manchester United volta a deixar o campo com a sensação de uma oportunidade desperdiçada.

Com um jogador a mais durante praticamente todo o jogo, os donos da casa tiveram dificuldade para transformar posse e volume de finalizações em chances realmente perigosas.


Primeiro tempo

O Manchester City começou tentando assumir a iniciativa. Aos dois minutos, os visitantes chegaram pela primeira vez e arriscaram de média distância, mas a defesa do United apareceu para bloquear a finalização.

O Manchester United respondeu aos seis minutos em uma jogada ensaiada de escanteio. A bola foi tocada para trás e Lisandro Martínez apareceu para finalizar, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Donnarumma.

Aos 21 minutos, o United já havia finalizado três vezes, acertando o gol em uma oportunidade, enquanto tinha 47% de posse de bola. O City, por sua vez, controlava 53% da posse, mas havia finalizado apenas uma vez e ainda não tinha acertado a meta de Lammens.

Então, aos 23 minutos, veio o lance que mudou completamente o roteiro do clássico.

Em uma disputa pela lateral, Bruno Fernandes tentou recuperar a bola e Phil Foden caiu após o contato com o português. Na sequência do lance, o jogador do Manchester City deixou o pé no capitão do United. O árbitro não hesitou e mostrou o cartão vermelho direto ao meia inglês, deixando o City com dez jogadores. A decisão foi mantida após análise do VAR.

A partir dali, o cenário parecia evidente: o Manchester United teria mais de uma hora para atacar um rival com um jogador a menos.

O problema é que os Red Devils não conseguiram transformar a superioridade numérica em superioridade futebolística.

Aos 37 minutos, o United ainda não havia criado uma oportunidade realmente perigosa desde a expulsão. O City, mesmo recuado, conseguia proteger sua área e dificultar a circulação dos donos da casa. Com dez jogadores, a equipe de Maresca praticamente abandonou a ideia de disputar o jogo no campo de ataque e passou a concentrar seus esforços em manter as linhas compactas.

Quando o United finalmente encontrou uma boa oportunidade, ela veio em uma cobrança de falta.

Aos 44 minutos, Rashford assumiu a cobrança ao lado de Bruno Fernandes. O atacante bateu com muita qualidade, superou a barreira e viu a bola explodir na trave de Donnarumma. Foi, até então, a melhor chance da partida.

O primeiro tempo terminou sem gols. O United teve 49% de posse contra 51% do City, mas finalizou apenas cinco vezes, com um chute no alvo. O City, mesmo com um homem a menos, terminou a primeira etapa com duas finalizações — nenhuma delas na direção do gol.

A vantagem numérica do United, portanto, não foi transmitida em campo.


Segundo tempo

O Manchester United voltou tentando aumentar a pressão. Aos 55 minutos, Matheus Cunha recebeu próximo à entrada da área, cortou para a direita e finalizou por cima do gol.

O City, porém, não demonstrava qualquer intenção de simplesmente sobreviver.

Aos 59 minutos, os visitantes encontraram espaço em uma transição rápida. Semenyo avançou pela esquerda, cortou para dentro e tocou para trás. Gvardiol recebeu e cruzou para a área. No segundo pau, Haaland apareceu para finalizar e colocar o Manchester City na frente: 1 a 0.

O lance ainda passou por uma longa revisão do VAR antes de o gol ser confirmado, com a arbitragem verificando a posição do atacante norueguês. Haaland estava em condição legal e o City, com dez jogadores, encontrava aquilo que o United mais temia: o gol.

A reação do United foi imediata, mas não necessariamente organizada.

Aos 68 minutos, o City voltou a ameaçar. Semenyo avançou novamente pela esquerda e encontrou Enzo Fernández na entrada da área. O argentino finalizou e a bola bateu na trave de Lammens.

Era um retrato desconfortável para o Manchester United: mesmo com um jogador a mais, era o Manchester City quem parecia mais confortável nas transições e na administração dos espaços.

Um minuto depois, Bruno Fernandes finalmente obrigou Donnarumma a trabalhar. O capitão recebeu pela direita da área e bateu buscando o canto, mas o goleiro italiano fez uma boa defesa.

O United aumentou a presença ofensiva. Aos 72, Mbeumo recebeu cruzamento e cabeceou por cima, com a bola passando perto da meta de Donnarumma.

Mas o City já havia encontrado sua estrutura.

Sem a bola, a equipe de Maresca passou a se organizar em duas linhas de quatro, deixando Haaland e Ndiaye mais à frente para alternar entre a pressão e a tentativa de explorar os contra-ataques. Era uma estratégia simples, mas executada com disciplina: fechar o centro, proteger a área e obrigar o United a atacar por fora.

E funcionou.

Aos 84 minutos, a impaciência tomou conta de Old Trafford. O Manchester United tinha um jogador a mais havia mais de uma hora, mas não conseguia sequer transformar sua vantagem numérica em domínio territorial convincente. O City, por outro lado, parecia cada vez mais confortável.

Aos 86, mais uma chance em bola parada. Mbeumo cobrou escanteio e Maguire subiu para cabecear, mas mandou para fora. A bola passou perto.

O relógio avançava e a pressão aumentava.

Até que, aos 94 minutos, o United finalmente construiu a oportunidade que poderia salvar a noite.

Bruno Fernandes recebeu pelo meio e encontrou Mbeumo com um excelente passe. O atacante dominou e finalizou, mas Donnarumma fez a defesa da partida, espalmando para escanteio e impedindo o empate.

Foi a última grande intervenção de um goleiro que se tornou decisivo justamente quando o City mais precisava.

O apito final confirmou: Manchester United 0, Manchester City 1.

O United terminou com 55% de posse de bola e 16 finalizações, mas apenas três no alvo. O City teve 45% da posse, finalizou seis vezes e acertou o gol em duas oportunidades.


O que fica

A vitória do Manchester City em Old Trafford vai muito além dos três pontos.

O time de Enzo Maresca jogou por mais de 70 minutos com dez jogadores e, ainda assim, saiu vencedor de um clássico fora de casa. Não foi uma vitória baseada em domínio territorial ou em volume ofensivo. Foi uma vitória construída em disciplina, organização defensiva, capacidade de sofrer e eficiência nos momentos decisivos.

E, para um treinador que assumiu o cargo deixado por Pep Guardiola, partidas como essa têm um peso especial.

Maresca ainda está construindo sua própria identidade no Manchester City. Mas os primeiros resultados já mostram uma equipe capaz de vencer partidas de maneiras diferentes. O City começou a temporada com três vitórias na Premier League e chegou ao clássico depois de vencer o Porto por 2 a 0 na estreia da Champions League. Agora, deixa Old Trafford com quatro vitórias em quatro rodadas no campeonato.

O gol de Haaland resume bem a noite. O City não precisava de muitas oportunidades. Precisava encontrar uma.

Do outro lado, o Manchester United terá de olhar para a partida com uma sensação inevitável de frustração.

Jogar mais de uma hora com um jogador a mais contra o principal rival da cidade e terminar sem marcar é um problema que vai muito além do resultado. O United teve a posse, teve 16 finalizações e teve a vantagem numérica. Faltou transformar tudo isso em ameaça real.

A equipe de Michael Carrick até conseguiu aumentar o volume no segundo tempo, mas o City nunca pareceu completamente perdido. Pelo contrário: quanto mais o jogo avançava, mais clara ficava a diferença entre ter a bola e saber o que fazer com ela.

Donnarumma apareceu quando foi necessário. Haaland apareceu quando surgiu a oportunidade. E a estrutura defensiva do City resistiu até o último segundo.

No Teatro dos Sonhos, quem saiu comemorando foi o Manchester City.

Com dez jogadores, Maresca venceu o primeiro derby de Manchester da temporada e manteve seu início perfeito na Premier League.

Para o United, fica uma pergunta incômoda: o que será necessário para que essa equipe volte a competir de igual para igual no maior clássico da cidade?