Arsenal atropela o Manchester City, conquista a Community Shield e manda um recado antes da Premier League
O Arsenal venceu o Manchester City por 3 a 0 na final da Community Shield, com gols de Calafiori, Havertz e Ødegaard. Mesmo com menos posse de bola, os Gunners foram mais eficientes, controlaram os espaços e mostraram que chegam fortes para defender o título da Premier League, enquanto o novo Manchester City de Enzo Maresca ainda busca sua identidade.
Arsenal vence o Manchester City por 3 a 0 e conquista a Community Shield
A nova temporada do futebol inglês começou com uma mensagem forte.
O Arsenal está pronto para defender o título da Premier League.
Os Gunners venceram o Manchester City por 3 a 0, no Principality Stadium, em Cardiff, e conquistaram a Community Shield com uma atuação madura, eficiente e muito mais dominante do que a estatística de posse de bola pode sugerir.
Riccardo Calafiori abriu o placar logo no primeiro minuto.
Kai Havertz ampliou ainda no primeiro tempo.
E Martin Ødegaard definiu a final poucos minutos após o intervalo.
O Manchester City terminou a partida com mais posse de bola.
Mas o Arsenal foi superior naquilo que realmente decidiu o jogo.
Foi mais perigoso.
Mais eficiente.
E muito mais preparado para aproveitar os erros e os espaços oferecidos pelo adversário.
A Community Shield abre oficialmente a temporada inglesa e coloca frente a frente o campeão da Premier League e o vencedor da FA Cup.
Neste caso, também representava o primeiro grande teste de duas equipes que chegam à nova temporada em momentos diferentes.
O Arsenal mantém Mikel Arteta e inicia a defesa do título inglês buscando provar que a conquista da última temporada foi apenas o começo de um novo ciclo.
O Manchester City, por outro lado, começa uma nova era.
Com Enzo Maresca no comando, os Citizens entram na temporada com novas ideias, novos jogadores e uma estrutura que ainda precisa encontrar sua identidade.
Ainda é início de agosto.
Ainda há tempo para ajustes.
Mas, quando há um troféu em disputa, a preparação deixa de ser apenas preparação.
E o Arsenal mostrou estar alguns passos à frente neste primeiro teste.
Primeiro tempo: Arsenal é letal, mesmo com menos posse
O Arsenal não precisou de tempo para mostrar como pretendia jogar a final.
Logo no primeiro minuto, os Gunners pressionaram o Manchester City e encontraram o primeiro gol.
Myles Lewis-Skelly recebeu a bola, girou bem para escapar da marcação e encontrou Riccardo Calafiori chegando para finalizar.
1 a 0 Arsenal.
O gol mudou imediatamente o cenário da partida.
O Manchester City passou a controlar a posse de bola.
Aos 15 minutos, os Citizens tinham cerca de 68% da posse.
Mas o domínio territorial não se transformava em perigo.
O Arsenal permitia que o City circulasse a bola, mas conseguia fechar os espaços mais importantes e atacar rapidamente quando recuperava a posse.
A primeira grande oportunidade do Manchester City veio aos 19 minutos.
Phil Foden recebeu espaço para finalizar e bateu colocado, obrigando David Raya a fazer uma excelente defesa.
Foi um dos poucos momentos em que o City conseguiu realmente ameaçar a estrutura defensiva do Arsenal durante a primeira etapa.
E, enquanto o Manchester City tentava encontrar caminhos, o Arsenal foi novamente eficiente.
Aos 28 minutos, a equipe de Arteta construiu uma excelente jogada pelo lado direito.
Noni Madueke participou da construção.
Ødegaard recebeu e cruzou para o segundo poste.
Christos Tzolis apareceu bem posicionado e, de cabeça, devolveu a bola para o centro da área.
Kai Havertz completou.
2 a 0 Arsenal.
O segundo gol confirmou uma das características mais interessantes da atuação dos Gunners.
Mesmo sem dominar a posse, o Arsenal dominava os espaços mais perigosos do jogo.
Tzolis foi um dos nomes mais importantes da primeira etapa.
Participativo, móvel e agressivo sem a bola, a nova contratação teve participação direta no segundo gol e continuou aparecendo em diferentes zonas do ataque.
O Manchester City ainda tentou reagir.
Doku encontrou espaços pelo lado esquerdo.
Haaland teve uma boa oportunidade e obrigou Raya a trabalhar.
Pouco depois, Semenyo criou outra situação perigosa, mas Ben White apareceu para fazer um corte providencial.
Antes do intervalo, o Arsenal quase matou a final.
Após um cruzamento de Havertz, Donnarumma fez a defesa.
A bola sobrou para Ødegaard, que finalizou mesmo caído.
Gvardiol apareceu sobre a linha para impedir o terceiro gol.
O intervalo chegou com o Manchester City tendo mais posse.
Mas o Arsenal sendo muito mais eficiente.
Arsenal: 42% de posse, 6 finalizações e 4 chutes no alvo.
Manchester City: 58% de posse, 5 finalizações e 3 chutes no alvo.
No placar, porém, não havia equilíbrio.
2 a 0 Arsenal.
Segundo tempo: Ødegaard mata o jogo e o Arsenal administra a vantagem
Se o Manchester City precisava de um início forte no segundo tempo para voltar à final, o Arsenal tratou de eliminar rapidamente essa possibilidade.
Aos 48 minutos, os Gunners chegaram novamente.
E Christos Tzolis apareceu mais uma vez.
A nova contratação encontrou Martin Ødegaard infiltrando na área.
O capitão do Arsenal mostrou toda a sua qualidade técnica.
Deixou Donnarumma batido e finalizou para marcar um dos gols mais bonitos da final.
3 a 0 Arsenal.
A partir daquele momento, a decisão praticamente estava resolvida.
O Manchester City continuou tendo mais posse.
Tentou circular a bola.
Maresca começou a fazer alterações e a dar minutos a diferentes jogadores.
Mas o Arsenal manteve o ritmo e continuou controlando os momentos mais importantes da partida.
Aos 72 minutos, Marmoush tentou de média distância e obrigou David Raya a fazer mais uma boa defesa.
O Arsenal também continuou ameaçando.
Aos 79 minutos, Hincapié avançou pela esquerda e cruzou rasteiro.
Bukayo Saka apareceu para finalizar, mas mandou por cima.
Pouco depois, o Manchester City teve mais uma grande oportunidade.
Rayan Cherki encontrou um excelente passe para Semenyo.
O atacante finalizou.
E Raya respondeu novamente.
O goleiro espanhol não precisou ser constantemente exigido.
Mas apareceu sempre que foi necessário.
E, em uma final, isso costuma fazer toda a diferença.
O apito final confirmou aquilo que o jogo já indicava há bastante tempo.
Arsenal 3 x 0 Manchester City.
Um Arsenal pronto para defender o título
O principal deles é a continuidade.
Mikel Arteta mantém uma estrutura consolidada.
O time sabe como pressionar.
Sabe como defender.
E, principalmente, sabe como adaptar o seu jogo ao contexto da partida.
Contra o Manchester City, o Arsenal não precisou vencer a batalha pela posse de bola.
Venceu a batalha pelos espaços.
Soube pressionar no momento certo.
Aproveitou as oportunidades.
E mostrou uma eficiência impressionante nas transições.
Calafiori abriu o placar.
Havertz ampliou.
Ødegaard decidiu.
Mas talvez um dos aspectos mais interessantes da final tenha sido a participação dos novos jogadores.
Christos Tzolis participou diretamente de dois gols e mostrou personalidade imediatamente.
O elenco parece oferecer mais alternativas.
E isso pode ser fundamental para uma equipe que terá novamente a responsabilidade de defender o título da Premier League.
David Raya também merece destaque.
Foi decisivo nas oportunidades criadas pelo Manchester City e manteve o placar zerado quando o adversário ainda tentava voltar para o jogo.
O Arsenal não apenas venceu.
Deu a impressão de ser uma equipe que já sabe exatamente quem é.
Um Manchester City que ainda precisa encontrar sua identidade
Para o Manchester City, a leitura precisa ser mais cuidadosa.
Ainda é muito cedo para transformar uma derrota na Community Shield em crise.
Enzo Maresca está iniciando seu trabalho.
Há novas ideias.
Novos mecanismos.
Jogadores que ainda precisam se adaptar.
Mas a final mostrou alguns problemas que precisarão ser resolvidos rapidamente.
O City teve posse.
Mas não conseguiu transformar esse controle territorial em domínio do jogo.
Circulou a bola.
Chegou ao último terço.
Mas encontrou dificuldades para criar oportunidades suficientes.
Defensivamente, sofreu sempre que o Arsenal acelerou.
E isso talvez tenha sido o aspecto mais preocupante.
A equipe pareceu vulnerável nas transições.
E, contra um adversário com a qualidade e a intensidade do Arsenal, pagou caro por isso.
O tamanho do Manchester City significa que qualquer período de adaptação será analisado com atenção.
A nova era começou.
E começou com uma derrota pesada.
Ainda há tempo.
Mas a Premier League começa na próxima semana.
E Maresca terá muito trabalho pela frente.
Um troféu e o primeiro sinal da nova temporada
A Community Shield ocupa um lugar peculiar no futebol inglês.
Não define uma temporada.
Mas também não é irrelevante.
É o primeiro momento em que preparação deixa de ser preparação e passa a valer um troféu.
O Arsenal sai de Cardiff com confiança.
O Manchester City sai com perguntas.
Os Gunners começam a defesa do título da Premier League mostrando intensidade, organização e uma capacidade de decisão que esteve presente durante toda a final.
O City, por outro lado, ainda precisa transformar posse em controle e ideias em um modelo de jogo mais consistente.
Nada está decidido em agosto.
A temporada ainda está apenas começando.
Mas algumas equipes já começam a mostrar quais serão suas ambições.
E o Arsenal deixou a primeira mensagem.
Os campeões continuam com fome.
Arsenal 3 x 0 Manchester City.
Community Shield conquistada.
O primeiro troféu da temporada inglesa tem dono e pertence ao lado vermelho de londres!
