The Offside Best XI da Copa do Mundo 2026: os 11 jogadores que dominaram o Mundial
Do domínio coletivo da Espanha ao protagonismo de craques como Rodri, Bellingham e Dembélé, o The Offside escolhe os 11 jogadores que mais se destacaram na Copa do Mundo de 2026. Uma seleção baseada em desempenho, impacto nos jogos e consistência ao longo do torneio.
Best XI da Copa do Mundo 2026: a Seleção do Torneio elaborada pelo The Offside
Toda Copa do Mundo deixa uma seleção.
Não aquela escolhida pela FIFA.
Não necessariamente aquela formada pelos jogadores de maior nome.
Mas aquela que, quando olhamos para trás, melhor representa o futebol que vimos durante um mês inteiro de competição.
A Copa do Mundo de 2026 teve uma campeã dominante, estrelas que confirmaram seu status, jovens que apareceram no maior palco e jogadores que cresceram justamente quando os jogos passaram a valer tudo.
Por isso, montar um Best XI não é apenas reunir os melhores jogadores disponíveis.
É encontrar equilíbrio entre desempenho individual, regularidade, impacto nos jogos decisivos e influência sobre a forma como suas equipes jogaram.
Depois de analisar o torneio, o The Offside escolheu sua Seleção da Copa do Mundo de 2026.
E sim: há espaço para campeões mundiais, finalistas e algumas escolhas que certamente vão gerar discussão.
A formação
Emiliano Martínez — Argentina
A primeira escolha controversa começa justamente no gol.
Os números gerais favorecem Orlando Gill, que terminou a Copa como líder entre os goleiros em defesas e também no Sofascore Rating da posição.
Mas uma seleção de Copa do Mundo também precisa considerar os momentos que definem um torneio.
E ninguém teve uma atuação individual tão monumental em uma final quanto Emiliano Martínez.
Dibu realizou 11 defesas contra a Espanha, cinco delas dentro da área, e terminou a decisão com uma impressionante nota 9,6 no Sofascore.
A Argentina perdeu a final.
Martínez, porém, fez tudo o que poderia para impedir que isso acontecesse.
Foi decisivo durante a campanha e, principalmente, no jogo que valia o título.
Para o The Offside, isso pesa.
Pedro Porro — lateral-direito
A disputa pela lateral direita foi uma das mais difíceis da seleção.
Achraf Hakimi teve uma excelente Copa e apresentou novamente a combinação de intensidade, capacidade de progressão e presença ofensiva que o transformou em um dos melhores laterais do mundo.
Mas Pedro Porro terminou à frente na nossa avaliação.
O espanhol foi uma das peças mais importantes do sistema que levou a Espanha ao título e terminou o torneio com 7,45 de média no Sofascore, uma das maiores marcas entre os defensores espanhóis.
Seu futebol combinou amplitude, agressividade ofensiva e segurança na circulação.
E havia algo ainda mais importante.
Porro não precisava abandonar a função defensiva para participar do ataque.
Ele conseguia avançar sem comprometer a estrutura.
Contra a Argentina, isso voltou a aparecer.
Foi dele o lançamento que encontrou Nico Williams na jogada do gol do título.
Um lateral que participa da construção, chega ao último terço e ainda mantém o equilíbrio defensivo de uma equipe campeã do mundo.
Pau Cubarsí — zagueiro
Aos 19 anos, Pau Cubarsí disputou sua primeira Copa do Mundo como se estivesse jogando a quinta.
E isso talvez seja o maior elogio possível.
O zagueiro do Barcelona foi um dos pilares defensivos da Espanha durante toda a competição e terminou com 7,56 de média no Sofascore, a segunda maior nota entre os jogadores espanhóis.
Na final, entregou exatamente aquilo que a Espanha precisava.
Segurança.
Leitura.
Precisão.
Controle.
Foram 121 passes certos em 126 tentados, além de 9 ações defensivas, 5 duelos pelo chão vencidos em 6 e 2 desarmes vencidos em 2 tentativas.
Na decisão, recebeu nota 8,2.
E não atoa, recebeu o Prêmio de Melhor Jogador Jovem da FIFA após mais um excelente jogo na Copa do Mundo.
Não parece um jogador de 19 anos.
Parece um zagueiro que já entendeu completamente o que o jogo está pedindo.
Cristian Romero — zagueiro
O parceiro de Cubarsí é talvez a escolha mais difícil de justificar apenas através de números brutos.
Mas futebol não é apenas uma planilha.
Cristian Romero foi um dos jogadores mais consistentes da campanha argentina.
Sua nota Sofascore nunca ficou abaixo de 7,0 nas seis partidas registradas, chegando a 7,7 no mata-mata.
Não teve uma atuação espetacular que dominasse as manchetes.
Teve algo mais valioso para um zagueiro.
Regularidade.
Romero ganhou duelos, antecipou jogadas, protegeu a área e manteve a linha argentina competitiva diante de adversários de diferentes estilos.
Em uma seleção formada para atravessar sete partidas de Copa do Mundo, esse tipo de consistência tem enorme valor.
Marc Cucurella — lateral-esquerdo
Aqui não existe muita discussão.
Cucurella foi um dos símbolos da Espanha campeã.
Seu futebol foi agressivo sem ser descontrolado.
Defendeu para frente.
Pressionou.
Recuperou.
Apoiou.
E, principalmente, conseguiu transformar o corredor esquerdo em uma zona de segurança para uma equipe que frequentemente empurrava o adversário para trás.
Terminou com 7,09 de média no Sofascore.
Mas o número não conta toda a história.
Na semifinal contra a França, Cucurella realizou uma das grandes atuações defensivas da Copa.
Foram 7 ações defensivas, 3 desarmes vencidos em 4 tentativas e 4 duelos pelo chão vencidos em 7.
Foi responsável por neutralizar sucessivamente jogadores como Olise, Dembélé e Cherki.
Não foi apenas um lateral em uma equipe campeã.
Foi um dos responsáveis por tornar aquela equipe tão difícil de atacar.
Rodri — volante
Se existe um jogador que parece controlar o relógio de uma partida, é Rodri.
A Espanha não dominou a Copa apenas porque teve a bola.
Dominou porque tinha alguém capaz de decidir o que fazer com ela.
Rodri recebeu.
Girou.
Acelerou.
Pausou.
Inverteu.
Protegeu.
E repetiu tudo isso durante o torneio inteiro.
Terminou como o jogador espanhol com a maior média no Sofascore: 7,76.
Também foi o líder absoluto do torneio em passes certos, com 756 passes completos, uma demonstração do quanto a construção espanhola passava por seus pés.
Na final contra a Argentina, completou 101 passes em 106 tentativas, com 95% de precisão, além de dois passes-chave e quatro ações defensivas.
É difícil encontrar um jogador que represente melhor a ideia de futebol da Espanha.
Jude Bellingham — meio-campista
Poucos jogadores tiveram tanto impacto ofensivo partindo do meio-campo quanto Jude Bellingham.
O inglês terminou a Copa com sete gols, todos em bola rolando, estabelecendo um novo recorde de gols de um jogador inglês em uma única edição do Mundial.
Seu Sofascore Rating final ficou na casa dos 7,8, colocando-o entre os cinco jogadores mais bem avaliados do torneio.
Mas os números ofensivos são apenas parte da explicação.
Bellingham continuou sendo meio-campista.
Pressionou.
Conduziu.
Chegou à área.
Atacou espaços.
Participou da construção.
E apareceu nos momentos em que a Inglaterra mais precisava.
Contra a Noruega, marcou duas vezes na prorrogação para colocar os ingleses nas quartas.
Contra o México, marcou outros dois.
Foi um jogador que transformou presença em impacto.
Dani Olmo — meio-campista
A segunda vaga do meio-campo foi uma das mais disputadas.
Pedri teve números superiores na média geral do Sofascore e foi fundamental para o controle espanhol.
Martin Ødegaard terminou entre os líderes de assistências.
Mas o The Offside escolhe Dani Olmo.
Por quê?
Porque sua influência apareceu justamente onde partidas de Copa costumam ser decididas.
Entre as linhas.
No último passe.
Na aceleração da circulação.
Na capacidade de receber em espaços congestionados e transformar uma posse aparentemente segura em uma oportunidade de ataque.
Olmo terminou com 7,01 de média no Sofascore, mas sua importância para a estrutura espanhola foi maior do que o número isolado sugere.
Nas quartas de final contra a Bélgica, por exemplo, registrou 7,2 em uma atuação em que voltou a aparecer como peça importante no controle do meio-campo.
Não foi necessariamente o jogador mais espetacular da Espanha.
Foi um dos mais úteis, sempre preciso quando necessário.
Kylian Mbappé — ponta esquerda
Se a Copa tivesse um jogador impossível de ignorar, seria Mbappé.
O francês terminou como artilheiro da Copa do Mundo, com 10 gols, além de quatro assistências.
Sua média no Sofascore foi de 8,24, segunda maior entre todos os jogadores do torneio.
E não estamos falando apenas de gols.
Mbappé também registrou 18 passes-chave e 16 dribles certos.
Sua capacidade de atacar profundidade, receber aberto, conduzir em velocidade e aparecer por dentro tornou a vida dos defensores adversários um problema constante.
A França não chegou à final.
Mas isso não diminui a Copa de seu principal jogador.
Mbappé foi decisivo do primeiro ao último jogo.
Lionel Messi — falso 9
A final foi abaixo do padrão.
A Copa inteira, não.
Messi terminou o Mundial como o jogador de maior média do Sofascore: 8,79.
Foram oito gols, quatro assistências, 26 passes-chave, oito grandes chances criadas e 28 dribles certos.
Nenhum outro jogador combinou criação, condução e finalização dessa maneira.
Aos 39 anos, Messi continuou sendo o principal cérebro da Argentina.
Sua movimentação entre linhas obrigava adversários a tomar decisões difíceis.
Se um zagueiro saía, abria espaço.
Se não saía, Messi recebia e girava.
Se dois jogadores o cercavam, alguém aparecia livre.
Foi assim durante praticamente todo o torneio.
Na semifinal contra a Inglaterra, ainda entregou duas assistências e comandou a reação argentina.
A final foi diferente.
A Espanha conseguiu neutralizá-lo.
Mas uma partida não apaga um torneio inteiro.
Ousmane Dembélé — ponta direita
Dembélé fecha o trio ofensivo.
E talvez seja a escolha mais difícil de deixar fora de qualquer XI depois de olhar os números finais.
O francês terminou com seis gols, duas assistências e 18 passes-chave, além de uma média de 7,91 no Sofascore.
Foi o terceiro jogador de linha mais bem avaliado da competição.
Sua capacidade de atuar nos dois lados, acelerar por dentro ou por fora e utilizar os dois pés criou problemas constantes para as defesas.
Contra Marrocos, nas quartas de final, marcou um gol e recebeu 8,9 no Sofascore, em uma atuação que resumiu bem seu torneio: criação, eficiência e movimentação.
Dembélé não foi apenas um jogador de velocidade.
Foi um dos principais criadores da França.
O Best XI do The Offside
Espanha domina a seleção com cinco jogadores. Argentina aparece com três, França com dois e Inglaterra com um.
É um reflexo curioso da Copa.
A Espanha foi campeã porque construiu o melhor coletivo.
Mas as principais estrelas individuais do torneio vieram de diferentes escolas e seleções.
Messi liderou o ranking de desempenho individual.
Mbappé liderou a artilharia.
Rodri controlou o meio-campo.
Bellingham transformou gols em arma a partir da segunda linha.
Dembélé combinou criação e eficiência.
E Cubarsí, aos 19 anos, terminou a competição parecendo um veterano.
E as ausências?
Toda seleção do torneio deixa alguém de fora.
Pedri poderia perfeitamente estar aqui.
Martin Ødegaard terminou com quatro assistências e teve uma Copa de enorme nível.
Michael Olise liderou o torneio em assistências, com sete, além de criar sete grandes chances.
Erling Haaland marcou sete gols em apenas cinco jogos.
Vinícius Júnior também teve uma Copa de alto nível e terminou entre os jogadores mais bem avaliados antes das fases decisivas.
Achraf Hakimi foi outro que chegou muito perto da lateral direita, especialmente pela capacidade de produzir nos dois lados do jogo.
E talvez essa seja a melhor parte de montar uma seleção de Copa do Mundo.
Não existe uma resposta definitiva.
Existe a interpretação de quem assistiu.
Os números ajudam a contar a história.
Mas o futebol ainda exige contexto.
A seleção que ficou na nossa memória
A Copa do Mundo de 2026 terminou com a Espanha levantando a taça.
Mas o melhor XI do The Offside não é simplesmente uma homenagem aos campeões.
É um retrato dos jogadores que mais nos fizeram parar para assistir.
Alguns controlaram.
Alguns criaram.
Alguns marcaram.
Alguns defenderam.
E alguns fizeram tudo isso ao mesmo tempo.
