Tottenham domina, mas Newcastle castiga: Spurs perdem em casa e seguem sem pontuar na Premier League
O Tottenham teve mais posse e finalizou 17 vezes, mas não conseguiu marcar. O Newcastle resistiu à pressão, foi cirúrgico no segundo tempo e venceu por 2 a 0, com gols de Anthony Elanga e Yoane Wissa. Com duas derrotas em duas rodadas e nenhum gol marcado, a pressão sobre Roberto De Zerbi aumenta.
Newcastle vence Tottenham por 2 a 0, amplia crise dos Spurs e transforma domínio em três pontos
O futebol voltou a repetir uma de suas regras mais antigas em Londres: quem não aproveita as chances, acaba pagando caro.
— Quem não faz, leva!
Pela segunda rodada da Premier League 2026/27, o Newcastle venceu o Tottenham por 2 a 0, neste sábado, no Tottenham Hotspur Stadium, e conquistou sua primeira vitória na competição.
O resultado é especialmente importante porque o jogo teve dois roteiros completamente diferentes.
O Tottenham foi superior durante boa parte do primeiro tempo, teve mais volume, criou as melhores oportunidades e obrigou Lukáš Horníček a trabalhar.
Mas não marcou.
O Newcastle sobreviveu à pressão, encontrou espaços na segunda etapa e resolveu a partida com gols de Anthony Elanga, aos 62 minutos, e Yoane Wissa, aos 72.
Com outro revés, o Tottenham começa a temporada com duas derrotas em duas rodadas, ainda sem marcar um único gol. O Newcastle, depois do empate contra o Liverpool na estreia, conquista seus primeiros três pontos.
O Tottenham teve a bola. Teve as chances. Teve o controle.
O Newcastle teve os gols.
Primeiro tempo: Tottenham domina, mas Horníček mantém o Newcastle vivo
O Newcastle chegou a ameaçar logo no início, mas foi o Tottenham quem assumiu o controle da partida.
Aos 15 minutos, Mathys Tel recebeu pelo lado esquerdo, cortou para dentro e bateu colocado. Horníček mostrou reflexos rápidos e fez uma excelente defesa.
Um minuto depois, o Newcastle respondeu.
Tonali encontrou Pedro Porro dentro da área. O lateral espanhol fez uma boa jogada individual e finalizou, mas a bola desviou em Lewis Hall antes de sair.
Foi um corte providencial.
O Tottenham continuava encontrando espaços.
Aos 32 minutos, uma cobrança de escanteio chegou ao segundo poste e Omar Marmoush tentou a finalização, mas mandou para fora.
Pouco depois, o Newcastle conseguiu sair da pressão e quase criou perigo após um corte incompleto da defesa dos Spurs.
Mas o cenário permanecia claro: Tottenham tinha mais controle e era quem mais ameaçava.
Aos 35 minutos, os Spurs tinham 53% de posse de bola e já haviam finalizado seis vezes, com duas tentativas no alvo.
O Newcastle tinha quatro finalizações — nenhuma delas na direção do gol.
E Horníček continuava sendo o principal motivo pelo qual o placar permanecia zerado.
Aos 36 minutos, Andy Robertson recebeu um bom passe de Marmoush e finalizou de dentro da área.
Horníček novamente apareceu.
Na sequência do escanteio, Jan Paul van Hecke subiu para cabecear, mas o goleiro tcheco defendeu em dois tempos.
O Tottenham estava fazendo quase tudo certo — exceto a parte mais importante.
Os Spurs chegaram ao intervalo com oito finalizações e quatro chutes no alvo.
O Newcastle tinha cinco finalizações e nenhuma no alvo.
Mas o placar continuava:
Tottenham 0-0 Newcastle.
Segundo tempo: Newcastle transforma sobrevivência em vitória
O Tottenham voltou do intervalo mantendo a iniciativa.
Aos 48 minutos, Lewis Hall avançou pelo lado esquerdo, cortou para dentro e tentou a finalização, mas mandou por cima.
Os Spurs continuavam pressionando.
Aos 59, Marmoush recebeu ainda próximo da linha do meio-campo, carregou a bola, deixou marcadores para trás e arriscou de média distância.
Para fora.
E então veio a mudança completa da história.
Aos 62 minutos, o Newcastle encontrou o espaço que precisava.
Nico González lançou a bola desde o campo de defesa para o lado direito.
Amar Dedić ganhou a disputa aérea e escorou para Anthony Elanga.
O sueco dominou girando e finalizou.
A bola bateu na trave e entrou.
Tottenham 0-1 Newcastle.
Era exatamente o tipo de gol que muda uma partida.
O Tottenham havia controlado boa parte do jogo.
O Newcastle havia sofrido.
Mas quem abriu o placar foi o visitante.
Só dava Tottenham. Quem marcou foi o Newcastle.
É justamente por isso que o futebol continua sendo tão imprevisível.
A partir daí, o cenário mudou.
O Tottenham precisou se lançar ainda mais ao ataque, enquanto o Newcastle ganhou espaço para explorar as transições.
E os Magpies aproveitaram novamente.
Aos 72 minutos, após uma cobrança de escanteio, Nick Woltemade apareceu para disputar a bola pelo alto e a jogada terminou com Yoane Wissa completando para o gol.
Tottenham 0-2 Newcastle.
Em apenas dez minutos, aquilo que parecia uma partida sob controle dos Spurs havia se transformado em uma confortável vantagem para os visitantes.
Tottenham pressiona, mas Horníček completa a noite
Mesmo em desvantagem, o Tottenham não desistiu.
Os Spurs continuaram com a bola e tentaram colocar o Newcastle cada vez mais próximo de sua própria área.
Aos 85 minutos, Mateus Fernandes recuperou a bola e cruzou para Marmoush.
O atacante finalizou.
E Horníček estava lá novamente.
Foi mais uma defesa importante do goleiro tcheco, que teve papel decisivo no resultado.
No fim, o Tottenham terminou a partida com 58% de posse de bola e 17 finalizações, seis delas no alvo.
O Newcastle teve 42% de posse, 11 finalizações e apenas duas no alvo.
Mas essas duas foram suficientes.
Tottenham 0-2 Newcastle.
Os gols de Elanga e Wissa fizeram toda a diferença.
A velha máxima do futebol castiga o Tottenham
Existe uma maneira simples de resumir o que aconteceu no Tottenham Hotspur Stadium:
Quem não faz, leva.
O Tottenham foi melhor durante longos períodos.
Criou mais.
Teve mais posse.
Finalizou mais.
E passou boa parte do primeiro tempo rondando a área do Newcastle.
Mas não conseguiu transformar superioridade em gol.
Quando o Newcastle teve suas oportunidades mais claras, o time de Matthias Jaissle foi muito mais eficiente.
E essa diferença de eficiência decidiu a partida.
O que fica
O resultado deixa duas mensagens muito diferentes.
Para o Newcastle, é um início promissor.
A equipe empatou com o Liverpool na estreia, venceu o Tottenham fora de casa e mostrou que pode ser competitiva mesmo quando não controla a partida.
Para o Tottenham, o cenário é muito mais preocupante.
A equipe melhorou em relação à estreia contra o Brentford em termos de produção ofensiva e controle do jogo.
Mas isso pouco importa quando o placar termina em 0 a 2.
O problema não foi apenas criar.
Foi finalizar.
Foi transformar domínio em vantagem.
E, principalmente, evitar que o adversário tivesse oportunidades suficientes para decidir a partida.
Duas rodadas. Duas derrotas. Zero gols.
Ainda estamos em agosto.
Mas a pressão sobre De Zerbi já começou a subir.
